Neste espaço, você encontrará músicas originais inspiradas no universo de Legacy of Kain, compostas especialmente para o nosso projeto de tradução. Cada letra mergulha nas memórias, dilemas e sombras de personagens como Kain e Raziel, dando voz às suas dores, escolhas e legados. São composições que não apenas homenageiam a atmosfera sombria da série, mas também traduzem, em forma de música, a essência de um mundo dilacerado por profecias, traições e redenção.

A Moeda Caiu de Pé

Entre Sombras e Destino

Nascido corrompido, nunca fui parte da ordem,
Apenas um erro quando o equilíbrio morreu!
Contaminado desde o nascimento,
Incapaz de cumprir o papel que o destino me deu!

O tempo — um rio que ousei atravessar,
Ergui-me profano, sem remorso ou temor!
O destino escreve nossos papéis com sangue,
A eternidade — um ciclo de horror!

Livre-arbítrio... ilusão a se quebrar,
Sou Kain! Senhor da perdição!
A moeda caiu... e de pé vai ficar,
Nesta terra ecoa minha maldição!

Os pilares clamaram, mas calei suas vozes,
Sou o flagelo do Círculo, seu fim encarnado!
Fui herói, tirano — tudo entre as sortes,
E a Nosgoth quebrada... ainda é meu legado!

Anciões mentiram — oráculos caídos,
O destino falhou ao tentar me deter!
Eu sou a rachadura entre mundos partidos,
A ira dos séculos que não quis morrer!

Livre-arbítrio... ilusão a se quebrar,
Sou Kain! Senhor da perdição!
A moeda caiu... e de pé vai ficar,
Nesta terra ecoa minha maldição!

Profanei os túmulos dos santos caídos,
Sarafan mortos... renascidos em trevas.
No Coração Negro, meus feitos retorcidos,
Forjei meus filhos... minhas sombras eternas.

Não somos um só...
Levantem-se, irmãos!
Enquanto um de nós viver...
Seremos legião!

Herdeiros dos antigos...
Selamos a lei!
A nós pertencem os pilares...
Sirvam ao seu rei!

Livre-arbítrio... ilusão a se quebrar,
Sou Kain! Senhor da perdição!
A moeda caiu de pé... ninguém ousa mudar,
Nesta terra... ecoa minha maldição!

Nascido no abismo, rasgado do tempo,
Minhas asas queimadas por mãos que outrora servi.
Cada passo ecoa o lamento dos esquecidos,
E as ruínas sussurram verdades que não pedi.

Vi os rostos dos traidores moldados em pedra,
Vi a mentira esculpida na carne do mundo.
O trono que jurei proteger,
Agora é só um eco imundo.

Mas não sou mais servo, nem sombra do que fui,
Minha fome não é por sangue...
É por justiça — por verdade que rui.

"Ergam-se ruínas! Tremam os deuses!
Sou a lâmina forjada na dor!
Ecoa nas eras, além dos sussurros,
Raziel é meu nome — e este é meu ardor!"

"Navego os rios do tempo sem timoneiro,
Pupilo do destino, mas jamais seu escravo.
Aquele que me moldou teme o que criou,
Pois vi o ciclo — e dele, sou o cravo."

O passado é um espelho estilhaçado,
Onde cada reflexo traz um novo destino.
E Kain, com seu olhar de espectro calado,
Guarda segredos num silêncio fingido.

Mas a roda gira, mesmo sem fé,
E não serei mais peão no jogo de nenhum qualquer.

"Ergam-se ruínas! Tremam os deuses!
Sou a lâmina forjada na dor!
Ecoa nas eras, além dos sussurros,
Raziel é meu nome — e este é meu ardor!"

O Oráculo mente, os anciões se escondem,
E as profecias têm gosto de pó.
Mas na forja do sofrimento,
Descubro que sou... e que sempre estive só.

"Ergam-se ruínas! Tremam os deuses!
Sou a lâmina forjada na dor!
Caminho entre sombras, devoro o destino,
Raziel, vingança — em voz e clamor!"

Essas canções são mais do que homenagens — são expressões artísticas de quem cresceu marcado pelas histórias de Nosgoth. Esperamos que cada verso ressoe com a mesma intensidade que sentimos ao criar. Que essas músicas acompanhem você pelas sombras e ecos deste legado eterno.